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Faz mal se comparar com outras mães?

Essa é a coisa mais fácil de acontecer: você começa a se interessar pela experiência das outras mães, quer saber como elas se viram, quer buscar exemplos, aprendizados ou apenas entender como outras mulheres lidam com os desafios da maternidade que você também enfrenta e…. quando percebe, sem querer, já está se comparando com elas.

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Parece até que essa é uma tendência natural do ser humano. Olhar para o lado e ver a grama do vizinho de um jeito especial.

Como o ditado popular já dizia, ela é “sempre mais verde”! E a mulherada tem a capacidade extra de enxergar tudo além. Aí já viu, né!

De uma simples conversa sobre sono dos bebês, a comparação se torna um campeonato de quem dorme mais! Ou menos! Impressionante…

Se um extraterrestre chegasse de fininho em algumas conversas de mães que eu conheço, com certeza, iria aprender tudo sobre como ser competitivo e comparativo ao extremo! Rs…

Eu, particularmente não gosto de comparações.

Acho que, em geral, elas não trazem nada de bom. Nem para quem é comparado, nem para quem se compara.

Pense em duas crianças, primas, que nasceram com poucos meses de diferença uma da outra. Uma é gordinha e baixa e a outra é mais magra e alta.

Uma mora no interior e outra mora na capital. Uma tem a mãe perto 24 horas por dia e a outra mãe trabalha em média 10 horas por dia e a criança vai para a creche desde bem pequena. Uma mãe amamentou até a filha completar dois anos de idade, a outra nem sabe o que é isso pois preferiu tomar uma medicação para secar o leite. Uma andou e falou bem antes que a outra sequer desse os primeiros sinais para isso…

Não dá para comparar, né? Mas tem gente que insiste nas comparações só porque as duas crianças são parentes e nasceram no mesmo ano.

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Talvez essas sejam as únicas coisas que elas têm em comum, afinal, são crianças diferentes, com mães diferentes e realidades totalmente diferentes.

E esse é o simples fato que torna as comparações inúteis.  Cada criança é única. Cada mãe também. Apesar de termos muito em comum, só eu sei onde o meu calo aperta e só você sabe por quê, em algum momento da criação do seu filho, tomou uma decisão diferente dos “padrões”, mesmo sabendo que seria julgada por isso.

No mundo que vivemos hoje, em que as coisas valem muito mais do que as pessoas, ficou fácil e normal julgar, sem sequer refletir o que pode estar por trás do nosso julgamento.

É simples emitir comentários e críticas sem se preocupar em avaliar o que se passa na vida da outra pessoa. Comparar, então, afff!

O que existe de melhor está sempre no outro, nunca dentro de nós. As comparações nos afastam, nos tornam menores, prejudica nossa autoestima.

Se a filha da vizinha andou e falou antes da sua isso não significa que há algo de errado com a sua filha, nem com a dela. Significa apenas que ela vive um momento diferente. Salvo em casos especiais, lógico. Mas o pediatra está aí para ajudar os pais a avaliar o que é preocupante ou não.

Aliás, acho incrível essa oportunidade que temos de conviver o tempo todo com pessoas com temperamentos diferentes, algumas mais sensíveis, outras peculiarmente mais fortes, mais independentes, ou mais tímidas e carentes.

Para as crianças, então, isso é essencial. Faz parte da socialização, super importante na infância, poder lidar com o outro, que é diferente, pensa diferente e age diferente.

Mesmo que tenham idades parecidas, há crianças que engatinham e outras que não engatinham, há crianças que já se expressam mais pela fala e outras que usam muito os gestos, algumas dormem muito, outras dormem pouco, algumas choram por qualquer motivo e outras não choram à toa…

Então, por favor, o momento que você se pegar fazendo comparações, lembre-se que não existe nenhum ser humano no mundo igual ao outro.

Veja esse vídeo sobre a irmandade na maternidade:

Cada um de nós foi criado em um contexto específico, sob influências diferentes. A chave é realizar sempre o que estiver ao seu alcance e buscar fazer o melhor para você, sua família e seu filho.

Nessa caminhada, a experiência de outras mães pode ser ótima referência, mas pode não servir para você. Absorva aquilo que há de bom, mas sempre tomando algum cuidado com as comparações.

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Juliana Sá e Olívia - Mamãe Super Poderosa

Jú Sá

Blog Mamãe Super Poderosa

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