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Meu filho não me obedece: o que fazer? Guia para Mães!

Por mais que você faça e fala, seu filho não te obedece de maneira nenhuma?

“Meu filho não me obedece”! Quantas mães reclamam desse mesmo problema?!!

Não existe fórmula nem mágica para fazer esse outro serzinho te obedecer. Vai chegando perto dos dois anos e começa uma fase terrível dos pequenos.

Eles já entendem o que é certo e errado, já conquistaram alguma autonomia, já sabem um pouco sobre o mecanismo de causa-efeito e, então, decidem se tornar donos do próprio nariz. É aí que as mães ficam de cabelo em pé!

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Quando as crianças acham que já são donas do próprio nariz, é que o bicho pega

Então minha amiga mamãe, se você também está passando por esse drama, compartilhado por tantas mães, vem comigo nesse post. Trouxe aqui uma matéria bem interessante, para tratarmos o tema “Meu filho não me obedece”, e tentarmos juntas, encontrar uma solução para esse sufoco.


Seu filho dá trabalho para comer? Saiba também o que fazer quanto a alimentação do seu filho


Não esquece de deixar os seus comentários lá no final, e contar para todas nós mães, como é com o seu filho e como você lida com a situação.

Meu filho não me obedece e não sei mais o que fazer

Certa vez, ouvi de uma senhora, médica, com mais de 40 anos de experiência, uma frase que me intrigou: “Não deixe ela perceber que você pode perder o controle. Você precisa estar no comando. Se entregar os pontos agora, depois já era!”

Nessa época, minha filha ainda era bebezinha, fofinha, quietinha, então eu não dei muita bola para essa estratégia de guerrilha. Mas confesso que fiquei um tempo pensando o que seria esse “depois já era”… Pois bem, esse dia chegou.

Você deixa de ter um bebê-criança em casa, e sim uma adolescente-infantil. Ele se joga no chão, faz drama, se irrita facilmente por qualquer motivo, transforma o momento do banho ou do jantar em uma cena de filme de terror e, depois, se acalma.

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Criança fazendo manha deixa qualquer mãe de cabelo em pé!

Até então, foram dois episódios de total falta de controle. Um no aeroporto e outro no parque. Nas duas situações percebi alguns pontos comuns, que logo viraram aprendizados: ela estava cansada e assim que conseguiu se acalmar, dormiu.

Algo desencadeou a fúria, ou seja, eu deveria ter avaliado melhor antes de contrariar ou dizer “não”. Algo do tipo: “será que vale mesmo a pena comprar essa briga?”.

Por fim, se eu mantiver a calma, o ataque vai durar menos tempo, pois, aqui vale aquela máxima “sem plateia, não tem show!”

Já ouvi mães dizerem que isso nunca aconteceu com elas. Eu, particularmente, duvido. Em maior ou menor grau, as crianças são um pouco tiranas, sim.

Por um certo ponto de vista, acredito que toda essa energia pode ser até bom, se for bem direcionado e conduzido pelos pais, claro.

O que acontece com uma criança que não obedece

Na verdade, é bem isso que as crianças estão pedindo quando aprontam; elas querem alguém que as direcione e diga qual é o caminho a seguir. Porque, afinal, elas não sabem ainda. Por isso, elas testam o seu velho e famoso limite.

Bom, para lidar com isso precisei pesquisar, ler e estudar um pouco. Ainda estou praticando, errando e aprendendo, mas algumas coisas já estão mais claras para mim.

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Não ameace seu filho. Esse não é o melhor caminho

Uma delas é: não adianta usar a força, nem gritar, nem demonstrar que está incomodado com a cena do seu filho (a). Por mais que seu sangue ferva na veia. Respire fundo e conte até um milhão, se necessário.

Uma criança que não obedece não é uma criança ruim. Por isso, use a empatia e coloque-se no lugar dela para entender  que há. Por mais que isso seja difícil, às vezes, eu sei. Pense “se meu filho não me obedece, preciso fazer alguma coisa para reverter essa situação”.

Quando uma criança não obedece, antes de tudo, ela está testando até onde ela pode ir. Uma vez que ela percebe que conseguiu o que queria, dificilmente ela voltará a obedecer.

A criança está descobrindo o mundo. O que ela pode ou não fazer. Por isso, ela busca liberdade, busca desafios. É preciso ter cautela para não limitar demais uma criança, e barrar o seu extinto exploratório.

Mas ao mesmo tempo, é preciso ter pulso firme, para que ela aprenda que é preciso seguir as suas regras e os seus limites.

Meu filho não me obedece: os desafios da criação

Entre todos os desafios da maternidade, acho que o de lidar com a educação e comportamento dos filhos, talvez seja o mais complexo.

Se a criança não quer tomar banho ou comer, você contorna e sabe que mais tarde ou amanhã, isso passará. Se está realmente difícil tirar o bebê da fralda, você sabe que uma hora ele vai parar de usar, pois, ele não vai querer usar fralda a vida toda.

Agora quanto se trata de comportamento, é difícil ter essa mesma objetividade. Sem contar o receio de não educar direito e a culpa (que nós mães sempre sentimos, por tudo e por nada!) por achar que está errando em alguma coisa.

Por isso, meu conselho aqui é se informar. Vá a luta! Pesquise muito, converse muito com especialistas como pediatras, professores e pedagogos, compartilhe sua experiência com outras mães, enfim.

Só o fato de você perceber que a questão do “meu filho não me obedece” não acontece só com você, já vai ser de grande consolo e alívio!

O que os filhos desobedientes querem dizer com suas ações

As crianças tendem a passar por uma experiência de oposição.  Quando elas se dão conta de que são pessoas diferentes dos adultos, com possibilidades de independência, elas tentam auto afirmar-se. E isso acontece quando elas se opõem a tudo. 

É normal a criança experimentar a autoridade de seus pais, e tirar a prova de “até onde podem ir. Elas querem saber se seus desejos prevalecem frente aos dos pais.

Apesar de parecer (e ser!) tão terrível esse comportamento dos pequenos, ele é comum. Trata-se de uma etapa da evolução da criança. No entanto, é importante que os pais tenham pulso firme.

Pois, o resultado desse “experimento” das crianças, pode refletir em outras fases de seu desenvolvimento e oposição. 

Há ainda a criança que desobedece para chamar a atenção. Esse comportamento não tem idade, e pode ocorrer durante toda a infância e até adolescência. Ao se sentir pouco atendida ou pouco querida é possível que passe a ser desobediente.

Se os pais são muito ocupados e têm pouco tempo com os filhos, a desobediência é, muitas vezes, a única forma que a criança encontra, mesmo que involuntariamente, de chamar  atenção dos adultos.

Outro ponto, é quanto as crianças estão aborrecidas e cansadas. Como elas ainda estão desenvolvendo as suas habilidades emocionais, é normal que façam um escândalo sem motivo, ou expressem de forma demasiada sua insatisfação com algo.

Como educar filhos desobedientes

Eles são tão espertos quanto a gente, e percebem rapidinho quando algo nos tira do sério. Foi nessa linha que encontrei suporte nas técnicas da disciplina positiva e descobri que eu poderia manter o meu controle sem precisar ser punitiva ou agressiva.

Aliás, sou totalmente contra qualquer tipo de violência seja ela verbal ou física!

Em um extremo, está aquela conduta pautada pela permissividade, em que as crianças estão no comando e fazem o que querem, como querem e quando querem. Isso não combina comigo.

No outro extremo, a disciplina autoritária, que é a base da criação que conduziu a geração dos nossos pais e avós.

E aí está a nossa grande dificuldade em quebrar esse ciclo: onde a punição, a agressão e a imposição de vontades são as únicas ferramentas disponíveis.

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Conversar com os filhos, é de extrema importância na educação

No meio-termo, a disciplina positiva nos salva! Não digo que é fácil chegar a esse equilíbrio, mas acredito que é uma maneira viável e eficaz de lidar com os ataques de fúria dos pequenos adolescentes.

Existem técnicas específicas e ferramentas, mas uma delas mudou a minha forma de agir em momentos de “desobediência”: a empatia.

É um exercício de olhar para a criança e tentar enxergar com os olhos dela, pensar como ela e compreender os motivos para ela estar agindo daquele jeito.

Aprendendo a se expressar

Crianças são incríveis e demonstram seus sentimentos pelo comportamento, pois, não sabem dizer o que sentem. Com um pouquinho de esforço dá para perceber que as necessidades são simples e, muitas vezes, nós é que complicamos.

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Tanto pais quanto educadores precisam usar a empatia com as crianças

Porque já temos outros filtros e barreiras: “É seguro ou não? Vai se sujar! O que os outros vão pensar? Meu filho vai incomodar!”.

Se relativizarmos nosso olhar, rapidamente vamos perceber que não faz sentido nenhum exigir um comportamento de adulto para uma criança de 1 ano e meio ou dois anos.

Ela está descobrindo o mundo e tem necessidades e vontades completamente diferentes das de um adulto! Concorda? Então, na hora de pensar “Poxa, meu filho não me obedece!”, talvez seja melhor refletir se você pode, de alguma forma, estar contribuindo para isso.

Nessa fase, as crianças parecem uma esponjinha… Imitam tudo o que fazemos e aprendem com os nossos exemplos. Muitas vezes, o ataque de fúria é apenas consequência de algo que ela viu, decidiu copiar, mas não sabe como fazer!

Por isso, é preciso ficar atenta as suas próprias atitudes, além das da criança. Você pensa “Meu filho não me obedece!”, mas talvez, o comportamento dele seja reflexo do seu próprio comportamento.

Observe se não é você mesma que está ensinando-a a agir de uma maneira complicada. Isso pode soar como um “tapa na cara” para nós. Mas, acredite: isso é muito comum!

O que fazer com filho desobediente [Dicas Práticas]

Meu filho não me obedece! Me ajudaaa mamãe super poderosa!

Bom, vamos lá! Listei aqui algumas dicas que funcionaram para mim. Tirei cada uma delas de pesquisas, conversas com especialistas e também, com outras mamães. Portanto, aposto que serão eficazes para você também:

  • Converse muito com seu filho. Explique as situações para ele e sempre faça isso abaixada, para ficar na altura dele;
  • Fale baixe com seu filho. Por mais que ele esteja aos berros, se aproxime e peça para que ele se acalme em um tom baixo de voz;
  • Demonstre para o seu filho que você entende o que ele está sentindo. Isso fará com que ele se sinta seguro e compreendido;
  • Proponha continuar o assunto (causador do chilique da criança) em um momento que ela estiver mais calma;
  • Evite dar muita importância para as birras. Principalmente as que for em público. Se ele notar que não chamou atenção, vai perceber que não conseguiu o que queria;
  • Explique a sua opinião com carinho. Dê exemplos e deixe claro que o que você está fazendo é para o bem dele. Pode parecer que não, mas eles entendem muito bem.

Conclusão: Aprendeu como ter autoridade com os filhos?

É preciso dar os limites necessários, mas com respeito, amor e empatia. Como disse antes, não é fácil para mim e imagino que também não deva estar sendo fácil para você.

Mas vamos focar neste objetivo: ajudar a criança a se desenvolver com autocontrole e autodisciplina. Elas com toda certeza são capazes!

Por isso, se você também vive usando a frase “Meu filho não me obedece”, lance mão da paciência e do amor, e siga as dicas que listei aqui. Tenho certeza que o seu pequeno ou pequena notará a diferença nas suas atitudes e isso refletirá nas atitudes dele (a).

Quer saber mais sobre disciplina positiva? Visite o site da Attachment Parenting Internacional, que tem informações e dicas preciosas. Eu grudei nele! 😉

E não se esqueça de deixar os seus comentários aqui! Conte como é com o seu filho, e compartilhe conosco as suas estratégias para fazer com que ele te obedeça.

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Falando de outro desespero na vida da mãe, uma coisa que me ajudou muito foi saber os marcos de desenvolvimento do bebê.

Assim, pude observar melhor a minha filha, desde o primeiro mês, sabendo exatamente como eu devia me preocupar e direcionar as conversas com o pediatra.

Por conta disso, reuni as principais informações sobre os marcos de desenvolvimento para facilitar a sua vida.

Você pode baixá-lo gratuitamente aqui ➡ http://bit.ly/desenvolvimento-do-meu-bebe ⬅.

Beijos,

 

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Jú Sá

Blog Mamãe Super Poderosa

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